Mais de 574 mil pessoas bloquearam acesso a sites de apostas no Brasil
Ferramenta do governo federal permite autoexclusão de plataformas de bets e aponta impactos na saúde mental como principal motivo para adesão.

27/05/2026 - 09:28

Mais de 574 mil pessoas bloquearam acesso a sites de apostas no Brasil

Mais de 574 mil brasileiros já utilizaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão para bloquear o próprio acesso a sites de apostas autorizados no país. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde e mostram um crescimento da procura pela ferramenta criada pelo governo federal para ajudar pessoas que enfrentam dificuldades relacionadas ao jogo.

Segundo o levantamento, cerca de 207 mil usuários — o equivalente a 41% dos pedidos — afirmaram que decidiram aderir ao bloqueio por perda de controle sobre as apostas e possíveis danos à saúde mental. Outros motivos citados incluem preocupação com vazamento de dados pessoais, responsável por 18% das solicitações, e problemas financeiros, mencionados em 12% dos casos.

A plataforma foi desenvolvida pela Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda, e começou a funcionar em dezembro de 2025. O sistema permite que o usuário faça um único pedido para bloquear simultaneamente o acesso a todas as plataformas de apostas legalizadas associadas ao CPF informado. Além disso, o mecanismo impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre apostas.

Os dados mostram ainda que 69% das pessoas optaram pelo bloqueio por tempo indeterminado. Já entre aqueles que escolheram um prazo específico, o período de um ano foi o mais selecionado. O prazo mínimo disponível para autoexclusão é de um mês.

Além da ferramenta de bloqueio, o governo federal anunciou um investimento de R$ 6 milhões para financiar a primeira pesquisa nacional sobre os impactos das apostas na saúde mental dos brasileiros. O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde orienta que pessoas com problemas relacionados ao jogo procurem atendimento em unidades básicas de saúde (UBS) ou nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

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