Anvisa aprova primeira caneta emagrecedora nacional à base de semaglutida
Medicamento brasileiro semelhante ao Ozempic promete ampliar acesso ao tratamento contra diabetes tipo 2 e obesidade com preço mais acessível.

27/05/2026 - 09:52

Anvisa aprova primeira caneta emagrecedora nacional à base de semaglutida

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (26) a primeira caneta emagrecedora produzida no Brasil à base de semaglutida, mesma substância presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy. O novo medicamento, chamado Ozivy, foi desenvolvido pela farmacêutica EMS e surge após o fim da patente da semaglutida no país.

Apesar de ser chamado popularmente de “genérico do Ozempic”, o produto não é considerado oficialmente um medicamento genérico pela Anvisa. Isso ocorre porque a legislação brasileira não prevê genéricos para medicamentos biológicos. O Ozivy foi classificado como um medicamento novo, produzido por síntese química, diferente dos produtos biotecnológicos importados já disponíveis no mercado.

A semaglutida atua simulando o hormônio GLP-1, responsável pelo controle da glicose e da saciedade. O medicamento estimula a produção de insulina no pâncreas, reduz a velocidade da digestão e aumenta a sensação de estômago cheio, ajudando tanto no controle do diabetes tipo 2 quanto no processo de emagrecimento. Estudos clínicos apontam que pacientes em tratamento contínuo podem perder cerca de 17% do peso corporal em pouco mais de um ano.

Segundo a EMS, a expectativa é que a nova caneta tenha preço até 30% menor do que os medicamentos atualmente vendidos no Brasil. Antes de chegar às farmácias, o produto ainda passará pela definição de preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A previsão é que o lançamento aconteça nas próximas semanas.

Especialistas alertam, no entanto, que o uso da semaglutida deve ocorrer somente com acompanhamento médico. O crescimento da procura por canetas emagrecedoras também aumentou a circulação de produtos falsificados e vendidos irregularmente, principalmente pela internet e no mercado clandestino. Casos recentes de intoxicação ligados ao uso de medicamentos sem registro acenderam o alerta das autoridades de saúde.

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