PF deflagra nova operação contra desvios no INSS; senador Weverton e secretário-executivo são alvos
Operação Sem Desconto mira esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias e pensões
18/12/2025 - 09:26
A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos associativos não autorizados em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e mobiliza órgãos federais em várias unidades da Federação.
Nesta etapa da operação, são cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, em endereços localizados em estados como São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e no Distrito Federal. O objetivo é apurar os detalhes do esquema que pode ter causado prejuízo estimado em cerca de R$ 6,3 bilhões aos cofres públicos, segundo investigações anteriores sobre a mesma fraude.
Entre os alvos da operação está o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, que teve mandados de busca e apreensão cumpridos em seus endereços, apontando possíveis ligações com pessoas e entidades envolvidas no esquema sob investigação. Também foi alvo o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, que foi afastado do cargo e teve prisão domiciliar decretada como medida cautelar. Além deles, outras pessoas ligadas ao suposto esquema — incluindo familiares de figuras já investigadas em fases anteriores — foram detidas ou tiveram medidas judiciais aplicadas.
O esquema investigado consiste na aplicação de descontos mensais no pagamento de aposentadorias e pensões, sem autorização dos beneficiários, sob a justificativa de adesão a associações que ofereciam serviços ou benefícios. A PF apura crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas oficiais e ocultação de patrimônio. A operação reforça a continuidade das investigações sobre fraudes no sistema previdenciário iniciadas em 2024 e 2025.