Inflação fecha 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta pela primeira vez no governo Lula
IPCA acumula alta moderada ao longo do ano e encerra 2025 dentro da faixa de tolerância definida pelo Conselho Monetário Nacional

09/01/2026 - 10:34

Inflação fecha 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta pela primeira vez no governo Lula

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação no Brasil, fechou o ano de 2025 com alta acumulada de 4,26%, ficando abaixo do teto da meta de inflação de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Este é o primeiro ano no governo Luiz Inácio Lula da Silva (terceiro mandato) em que a inflação anual fica dentro da faixa de tolerância da meta, cujo centro é de 3% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, o IPCA registrou uma variação de 0,33%, o melhor resultado para um mês de dezembro desde 2018 e abaixo do observado no mesmo mês de 2024. Essa tendência de desaceleração nos preços ao longo do ano contribuiu para que o acumulado ficasse dentro do limite superior da meta, marcando um ponto de estabilidade no controle dos preços.

A inflação de 2025 foi influenciada por comportamentos diversos nos grupos de despesas: enquanto itens como habitação, educação e saúde tiveram variações mais elevadas, o grupo de alimentação e bebidas, que possui maior peso no cálculo do IPCA, registrou desaceleração significativa em comparação com 2024. Na análise mensal, o aumento de preços em dezembro também teve impacto de setores como transportes e artigos para residência, ainda que o resultado geral tenha se mantido moderado.

O resultado anual de 4,26% é considerado favorável tanto para as expectativas do mercado quanto para a condução da política monetária, reforçando projeções de que o Brasil pode retomar um ciclo de redução dos juros após um período de manutenção da taxa básica em níveis elevados para conter pressões inflacionárias.

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