Ministério da Saúde decide não incorporar vacina contra herpes-zóster ao SUS
Apesar de reconhecida como eficaz, vacina contra herpes-zóster é barrada no SUS por custo elevado; medida impacta idosos e imunocomprometidos.

14/01/2026 - 10:58

Ministério da Saúde decide não incorporar vacina contra herpes-zóster ao SUS

O Ministério da Saúde anunciou a decisão de não incorporar a vacina recombinante adjuvada contra o herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme portaria publicada no Diário Oficial da União. A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que avaliou a tecnologia e concluiu que, nas condições analisadas, o custo é muito elevado em comparação ao benefício esperado no sistema público.

O imunizante, que seria indicado para idosos com 80 anos ou mais e para indivíduos imunocomprometidos a partir dos 18 anos, teve sua importância clínica reconhecida, mas foi classificado como não custo-efetivo devido ao alto impacto orçamentário estimado. Segundo o relatório, a vacinação de 1,5 milhão de pessoas por ano poderia custar cerca de R$ 1,2 bilhão ao ano, totalizando R$ 5,2 bilhões em cinco anos — um valor considerado insustentável para o SUS no modelo atual.

Apesar da rejeição à incorporação neste momento, a portaria da Conitec prevê que o tema possa ser reavaliado no futuro caso sejam apresentados novos dados ou propostas de preço que alterem a avaliação de custo-efetividade da vacina. Até lá, o imunizante continuará disponível apenas na rede privada, onde o esquema de duas doses pode custar cerca de R$ 2 mil por pessoa.

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