Vacina experimental contra câncer de pele pode reduzir em até 49% o risco de morte ou retorno da doença
Tecnologia baseada em mRNA associada a imunoterapia mostrou resultados promissores em estudo clínico de fase 2

22/01/2026 - 09:48

Vacina experimental contra câncer de pele pode reduzir em até 49% o risco de morte ou retorno da doença

Novos dados de um estudo clínico de fase 2 revelam que uma vacina experimental contra o melanoma, forma mais agressiva de câncer de pele, pode reduzir em até 49% o risco de morte ou de retorno da doença quando usada em combinação com um imunoterápico já conhecido. A pesquisa, patrocinada pelas farmacêuticas Moderna e Merck (MSD no Brasil), acompanhou pacientes de alto risco por cinco anos após cirurgia de retirada total do tumor.

O imunizante, chamado intismeran ou mRNA-4157 (V940), utiliza tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) — semelhante à empregada nas vacinas contra a Covid-19 — e foi aplicado juntamente com o medicamento pembrolizumabe (comercializado como Keytruda). Pacientes que receberam essa combinação apresentaram uma redução significativa na probabilidade de recidiva ou óbito em comparação com aqueles que receberam apenas o imunoterápico sozinho.

Especialistas destacam que os resultados são promissores, mas ainda preliminares, pois o estudo ainda não foi publicado em revista científica com revisão por pares. Ainda assim, o sucesso observado nesta fase de pesquisa motiva a continuidade dos testes, incluindo ensaio clínico de fase 3, cujo recrutamento de pacientes já foi concluído. Caso os resultados do próximo estudo sejam confirmados, a vacina pode ser aprovada não apenas para melanoma, mas potencialmente para outros tipos de câncer no futuro.

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