Justiça determina obras emergenciais em pontes de Goiânia
Tribunal fixa prazos para recuperação de quatro estruturas após alertas de risco

26/01/2026 - 10:43

Justiça determina obras emergenciais em pontes de Goiânia

A Justiça de Goiás determinou que a Prefeitura de Goiânia execute obras em caráter emergencial para a manutenção, recuperação e revitalização de quatro pontes e viadutos da capital por risco iminente à segurança da população. A decisão foi proferida pela juíza Simone Monteiro em resposta a um pedido do Ministério Público de Goiás, que apontou omissão do Poder Público diante de sinais técnicos de deterioração.

Entre as estruturas que devem receber intervenções com prazo máximo de três meses estão as pontes da Avenida T-63 sobre o Córrego Cascavel (Jardim América), da Rua Dr. Constâncio Gomes sobre o Córrego Botafogo (Crimeia), da Avenida Universitária sobre o Córrego Botafogo (Setor Sul) e da Avenida 24 de Outubro sobre o Córrego Cascavel (Vila Abajá). Além disso, o município tem até 12 meses para apresentar um Plano de Manutenção Periódica que inclua inspeções regulares, monitoramento contínuo e análises técnicas capacitando ações preventivas para evitar falhas estruturais futuras.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) forneceu os pareceres técnicos que embasaram a decisão, destacando que cerca de 15% das pontes e viadutos avaliados em levantamentos anteriores apresentavam sinais críticos de degradação, como erosão das fundações, corrosão de armaduras, fissuras estruturais e falhas no sistema de drenagem. A vice-presidente do Crea-GO ressaltou que a manutenção preventiva custa significativamente menos e é essencial para preservar vidas antes que ocorram colapsos parciais ou totais.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que pretende recorrer da decisão, argumentando que ela interfere nas atribuições administrativas do Executivo e desconsidera ações que já estariam em andamento para contratação de empresa especializada em engenharia. O Ministério Público, por sua vez, defende que a falta de providências eficazes contribuiu para o agravamento das condições das estruturas, criando um cenário de alto risco para motoristas e pedestres que utilizam diariamente essas vias.

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