Operação expõe tentativa de ataque hacker ao Judiciário com fraudes de mandados de prisão falsos
Polícia Civil deflagra ação contra grupo que inseriu ordens falsas nos sistemas do CNJ e do Poder Judiciário goiano

05/02/2026 - 10:10

Operação expõe tentativa de ataque hacker ao Judiciário com fraudes de mandados de prisão falsos

A Polícia Civil de Goiás iniciou, na manhã de 5 de fevereiro de 2026, uma operação para investigar fraudes cibernéticas que atingiram sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), com a inserção de documentos fraudulentos que simulavam decisões judiciais, incluindo tentativas de emissão de mandados de prisão falsos contra autoridades nacionais. Entre os nomes utilizados indevidamente estavam o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

De acordo com as investigações, os criminosos conseguiram inserir registros falsificados no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e em processos digitais do sistema Projudi do TJGO, o que simulava decisões judiciais autênticas e incluía tentativas de troca e substituição de dados relacionados aos dois alvos citados. Embora os sistemas tenham sido manipulados e os CPFs de Lula e Moraes tenham sido inseridos nos registros de forma indevida, os mandados não chegaram a ser emitidos ou executados, graças à identificação e correção realizadas pelos técnicos responsáveis.

A ação está sendo conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) de Goiás, em conjunto com o Núcleo de Segurança Institucional do TJGO, com apoio também das polícias civis do Distrito Federal e de Minas Gerais, que cumprem mandados de busca e apreensão nas três unidades da Federação. A investigação busca identificar os responsáveis pela manipulação dos sistemas, a origem das fraudes e possíveis deficiências nos mecanismos de segurança digital usados pelas instituições judiciais.

Segundo o CNJ, a apuração preliminar indica que a fraude foi feita por meio de credenciais de acesso comprometidas de usuários de tribunais, utilizadas de forma indevida, e que não houve invasão ou violação dos sistemas centrais. A instituição acrescentou que o incidente foi detectado, tratado e os dados corrigidos, sem que mandados falsos tenham se tornado válidos ou gerado consequências práticas.

A repercussão nacional do caso vem sendo ampla, já que envolve nomes de alta relevância política e jurídica no Brasil, e ressalta a necessidade de reforço na segurança da informação dos sistemas públicos judiciais, além de demonstrar riscos associados a fraudes cibernéticas com potencial de abalar a confiança em mecanismos legais e institucionais.

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