CPI do Crime Organizado trava pedidos de convocação contra ministros do STF
Senado não realiza sessões e requerimentos contra familiares de Toffoli e Moraes seguem sem análise
11/02/2026 - 11:10
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, instalada no Senado Federal, encontrou um impasse no andamento de suas investigações ao não deliberação de requerimentos sensíveis que envolvem familiares dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, segundo publicação do blog de Caio Junqueira na CNN Brasil em 11 de fevereiro de 2026. Isso ocorreu porque o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), optou por não convocar sessões deliberativas, mesmo com autorização da presidência do Senado para realização de reuniões semipresenciais antes do Carnaval.
O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (SE), formulou uma série de requerimentos que incluíam convocações e pedidos de quebra de sigilo, envolvendo, por exemplo, Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, cujo escritório de advocacia teve contrato com o Banco Master, e irmãos de Dias Toffoli, que tiveram participação societária em empreendimentos ligados ao resort Tayayá, no estado do Paraná.
Apesar de devidamente protocolados, nenhum desses pedidos foi analisado pela comissão devido à ausência de sessão com quórum, provocando reações de senadores que veem a paralisação como uma estratégia para “amortecer” o andamento das investigações. A CPI do Crime Organizado tem por objetivo apurar estrutura, financiamento e atuação de organizações criminosas no Brasil.
A falta de deliberação ocorre em momento considerado crítico pelos parlamentares opositores, que defendem que a comissão avance nos requerimentos contra autoridades e seus familiares para reforçar a transparência das apurações. Por outro lado, integrantes da base veem a necessidade de cautela diante da sensibilidade dos temas que envolvem ministros do STF.