Ciência brasileira reacende esperança: tetraplégico volta a andar após teste com polilaminina
Substância desenvolvida por pesquisadora brasileira mostra resultados promissores na recuperação de lesões medulares
23/02/2026 - 10:44
Um paciente tetraplégico voltou a andar após participar de um teste experimental com a polilaminina, substância desenvolvida por pesquisadores brasileiros e que vem sendo estudada como possível tratamento para lesões graves na medula espinhal. O caso chamou a atenção da comunidade científica e reacendeu expectativas sobre novas terapias capazes de restaurar movimentos em pessoas com paralisia.
O paciente, identificado como Bruno, participou de um protocolo experimental que utiliza a polilaminina — uma molécula produzida em laboratório a partir da laminina, proteína fundamental para a estrutura e regeneração das células nervosas. A substância foi desenvolvida em pesquisas conduzidas pela bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que há décadas estuda a matriz extracelular e seu papel na recuperação do sistema nervoso.
Os estudos indicam que a polilaminina pode estimular a regeneração de fibras nervosas danificadas e melhorar a comunicação entre neurônios, o que abre caminho para recuperação parcial ou total de movimentos em casos de lesão medular. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou testes clínicos iniciais para avaliar segurança e eficácia da substância em humanos, marcando um passo importante para o desenvolvimento do tratamento.
Apesar dos resultados animadores, especialistas ressaltam que a pesquisa ainda está em fase experimental e requer mais estudos para comprovar a eficácia em larga escala e determinar possíveis riscos. Ainda assim, o caso representa um avanço relevante na busca por terapias regenerativas e reforça o protagonismo da ciência brasileira no campo da biomedicina.