Câmara aprova acordo comercial entre Mercosul e União Europeia
Acordo histórico visa liberalizar comércio entre dois dos maiores blocos econômicos do mundo após mais de duas décadas de negociação

26/02/2026 - 10:24

Câmara aprova acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25 de fevereiro de 2026) o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, marco significativo para as relações econômicas entre América do Sul e Europa. A aprovação foi feita por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 41/2026, relatado pelo deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que recomendou a ratificação do acordo no Brasil. O texto prevê a criação de uma área de livre comércio progressiva, com eliminação gradativa de tarifas de importação para diversos produtos entre os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai — e os membros da União Europeia.

O acordo, que vinha sendo negociado por mais de 25 anos, estabelece a redução de barreiras comerciais em setores como agropecuária, manufaturados e serviços, com cronogramas de adaptação que podem chegar a até 18 anos para determinados segmentos, além de mecanismos de salvaguarda e solução de controvérsias. Após a aprovação na Câmara, o texto segue para análise do Senado Federal e também depende de ratificação nos parlamentos dos demais países do Mercosul, além de votação pelo Parlamento Europeu antes de sua entrada em vigor. O presidente do bloco europeu já havia sinalizado disposição em votar o acordo ainda no primeiro semestre de 2026, abrindo perspectiva de que a ordem jurídica necessária para sua implementação esteja concluída nos próximos meses.

Autoridades governamentais destacam que a aprovação representa avanço para a integração econômica global, podendo ampliar exportações brasileiras de produtos como carnes, açúcar e etanol, e também reduzir custos de importação de bens industriais e farmacêuticos. Críticos do acordo, no entanto, continuam a defender que seja dada especial atenção à proteção ambiental e à competitividade de setores sensíveis, alegando que algumas cadeias produtivas nacionais podem enfrentar desafios crescentes diante da maior abertura ao mercado europeu. A expectativa é de que o texto aprovado traga maior dinamismo ao comércio bilateral, gerando impacto positivo no crescimento econômico e atração de investimentos.

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