Desemprego sobe no início do ano, mas renda do trabalhador bate recorde
Taxa avança para 5,4% no trimestre, enquanto rendimento médio atinge maior nível da série histórica
27/03/2026 - 12:43
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE. O índice representa uma alta em relação ao trimestre anterior, quando estava em 5,1%, refletindo o movimento típico de início de ano com o fim de vagas temporárias.
Apesar da elevação, o resultado ainda é considerado baixo em termos históricos e mostra estabilidade do mercado de trabalho. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve queda significativa no desemprego, que era de 6,5%, indicando melhora gradual no cenário de ocupação no país.
Por outro lado, o rendimento médio do trabalhador atingiu recorde, chegando a R$ 3.652. O valor representa crescimento tanto na comparação trimestral quanto anual, impulsionado pela maior formalização do emprego e pela melhora na qualidade das vagas disponíveis.
A massa de rendimentos, que soma todos os salários pagos na economia, também alcançou o maior nível da série histórica, ultrapassando R$ 370 bilhões. O avanço é explicado pelo aumento no número de pessoas ocupadas e pela elevação dos salários médios, reforçando a resiliência do mercado de trabalho brasileiro mesmo diante de oscilações sazonais.
Especialistas avaliam que o comportamento do desemprego no início do ano segue um padrão esperado e não indica deterioração do mercado. A tendência é de manutenção de níveis baixos ao longo de 2026, ainda que com pequenas variações ao longo dos meses.