O governo federal anunciou o bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, atingindo principalmente despesas não obrigatórias dos ministérios. A medida foi adotada para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal, que limita o crescimento dos gastos públicos e exige equilíbrio nas contas.
Além do bloqueio direto, o decreto também estabelece um limite de até R$ 42,9 bilhões para empenho de despesas discricionárias até novembro. Na prática, isso significa que os órgãos federais terão seus gastos liberados de forma gradual ao longo do ano, conforme a arrecadação e a avaliação fiscal do governo.
Os cortes foram distribuídos entre diferentes ministérios, com maior impacto em áreas como Transportes, que teve o maior volume de recursos bloqueados, seguido por pastas como Agricultura, Fazenda e Integração e Desenvolvimento Regional. Já setores como Saúde e Educação sofreram impacto mínimo neste primeiro momento.
Segundo a equipe econômica, o bloqueio foi necessário devido ao aumento das despesas obrigatórias, como benefícios sociais e previdenciários, que pressionaram o orçamento. A estratégia é ajustar o ritmo dos gastos à arrecadação prevista, evitando desequilíbrios fiscais ao longo do ano.
O governo seguirá monitorando as contas públicas e poderá adotar novas medidas caso haja necessidade. A expectativa é manter o controle fiscal e garantir o cumprimento da meta de resultado primário em 2026.