Goiás aparece na 6ª posição entre os estados com maior número de novos empregadores incluídos na “lista suja” do trabalho escravo em 2026, segundo atualização divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Ao todo, 10 nomes ligados ao estado foram adicionados ao cadastro federal, que reúne pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.
O levantamento coloca Goiás atrás de estados como Minas Gerais, São Paulo e Bahia, em um cenário nacional que registra ocorrências em mais de 20 unidades da federação. A atualização considera fiscalizações realizadas nos últimos anos e que resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em todo o país, evidenciando a persistência desse tipo de violação.
A chamada “lista suja” é considerada um dos principais instrumentos de combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil. Atualmente, o cadastro reúne 613 empregadores ativos, após a inclusão de novos casos e a exclusão de nomes que cumpriram o período de dois anos na lista. Entre os setores com maior incidência estão serviços domésticos, pecuária, cultivo de café e construção civil.
As irregularidades mais comuns envolvem jornadas exaustivas, condições degradantes de moradia, falta de registro em carteira e restrição de direitos básicos. Em Goiás, um dos casos que chamou atenção foi o de propriedades rurais fiscalizadas em Goianápolis, onde trabalhadores foram encontrados em situação irregular.
Diante desse cenário, a discussão sobre medidas de combate ao problema avança também no âmbito municipal. Em Goiânia, um projeto de lei em tramitação propõe proibir contratos e benefícios públicos a empresas envolvidas com trabalho escravo, utilizando a própria lista federal como critério. A iniciativa busca reforçar a fiscalização e ampliar a responsabilização de empregadores.