Inflação desacelera em março, mas segue pressionada por alimentos e serviços
Dados indicam perda de força no ritmo de alta, mas custo de vida ainda pesa no bolso do brasileiro
10/04/2026 - 11:21
A inflação no Brasil apresentou desaceleração em março de 2026, mas continua sendo pressionada principalmente pelos preços de alimentos e serviços. Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, o índice registrou alta de 0,44% no mês, após avanço mais forte de 0,84% em fevereiro.
Apesar da desaceleração, o resultado mostra que o custo de vida segue elevado. Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços, com destaque para alimentação e bebidas, que subiram 0,88% e tiveram o maior impacto no índice. Produtos básicos como feijão, leite, ovos e carnes puxaram a alta, refletindo diretamente no orçamento das famílias.
Outro fator relevante foi o grupo de despesas pessoais, que também contribuiu para a inflação, impulsionado por custos como serviços bancários e empregados domésticos. Já o setor de habitação teve influência com reajustes na energia elétrica, enquanto os transportes apresentaram variações influenciadas por passagens aéreas, mesmo com leve recuo nos combustíveis.
No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em torno de 3,9%, mantendo-se dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Banco Central, mas ainda sob atenção. Especialistas apontam que fatores externos, como tensões internacionais e impactos nos preços de commodities, podem continuar pressionando os índices nos próximos meses.
O cenário reforça que, embora haja sinais de desaceleração, a inflação permanece como um desafio para a economia brasileira em 2026, exigindo acompanhamento constante e possíveis ajustes na política econômica.