O governo de Goiás reforçou a intenção de garantir que as terras raras extraídas no estado sejam também processadas localmente, evitando a exportação apenas da matéria-prima. A posição foi destacada após a negociação envolvendo a mineradora Serra Verde, em Minaçu, adquirida por um grupo norte-americano em uma operação bilionária. A gestão estadual afirma que vai cobrar o cumprimento de acordos que priorizem a industrialização no próprio território goiano.
Segundo o vice-governador Daniel Vilela, a estratégia é assegurar que toda a cadeia produtiva — da extração ao beneficiamento — aconteça em Goiás. A medida busca aumentar a geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico, evitando que o estado continue apenas exportando recursos naturais sem agregação de valor.
As terras raras são consideradas minerais estratégicos, essenciais para a produção de tecnologias como veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. A crescente demanda global por esses insumos coloca Goiás em posição de destaque, já que o estado abriga uma das principais operações fora da Ásia nesse segmento.
O governo estadual também tem atuado para atrair investimentos internacionais e firmar parcerias, com o objetivo de consolidar Goiás como um polo de minerais críticos. A proposta é transformar a exploração mineral em desenvolvimento local sustentável, ampliando a participação do estado no mercado global e fortalecendo sua posição geopolítica no setor.