Plano de drenagem de Goiânia prevê taxa, mas Prefeitura descarta cobrança
Estudo aponta possibilidade de tarifa para custear sistema, mas gestão municipal nega intenção de implantar medida
29/04/2026 - 10:42
O Plano Diretor de Drenagem Urbana de Goiânia (PDDU-GYN), em elaboração para enfrentar problemas históricos de alagamentos na capital, prevê a possibilidade de criação de uma taxa para custear os serviços de manejo das águas pluviais. A proposta faz parte dos estudos técnicos que analisam alternativas de financiamento para obras e manutenção do sistema de drenagem urbana.
Segundo o levantamento, a eventual cobrança seria uma forma de garantir recursos contínuos para investimentos no setor, que incluem ampliação da rede pluvial, manutenção de bueiros e implantação de estruturas para reduzir enchentes. O plano também projeta investimentos que podem ultrapassar centenas de milhões de reais ao longo dos próximos anos, diante da necessidade de modernização da infraestrutura da cidade.
Apesar da previsão técnica, a Prefeitura de Goiânia afirmou que não pretende implementar a taxa. De acordo com a administração municipal, a inclusão dessa possibilidade no plano faz parte apenas de simulações e estudos de viabilidade, sem decisão política para colocá-la em prática neste momento.
A elaboração do PDDU-GYN é considerada estratégica para o planejamento urbano da capital, especialmente no enfrentamento de alagamentos recorrentes em diversas regiões. O documento reúne diagnósticos, definição de áreas prioritárias e propostas de ações de curto, médio e longo prazo para melhorar o escoamento da água da chuva e reduzir impactos à população.
O estudo vem sendo desenvolvido com apoio técnico da Universidade Federal de Goiás (UFG) e deve orientar futuras políticas públicas relacionadas ao saneamento e à drenagem urbana. Mesmo sem a adoção da taxa, o plano deve servir como base para investimentos e intervenções que buscam minimizar transtornos causados pelas chuvas na capital.