Bia de Lima diz que greve da Educação pode voltar em agosto em Goiânia
Deputada afirma que paralisação foi suspensa após acordo mediado pela Justiça, mas alerta que categoria retomará movimento caso promessas não sejam cumpridas

20/05/2026 - 11:17

Bia de Lima diz que greve da Educação pode voltar em agosto em Goiânia

A deputada estadual Bia de Lima (PT), presidente licenciada do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), afirmou que a greve dos servidores da Educação municipal de Goiânia poderá ser retomada já no início de agosto caso os compromissos firmados pela Prefeitura não sejam cumpridos. A declaração foi dada após a assembleia que decidiu suspender temporariamente a paralisação da categoria, encerrando momentaneamente o movimento iniciado neste mês.

Segundo Bia de Lima, o acordo foi construído após negociações envolvendo o Tribunal de Justiça de Goiás, Ministério Público, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Desenvolvimento e a Procuradoria-Geral do Município. Entre os principais pontos acertados está a elaboração, em até 30 dias, de um novo plano de carreira para os servidores administrativos da Educação, que deverá ser encaminhado à Câmara Municipal e começar a valer a partir de agosto, com reflexo direto na folha de pagamento.

A parlamentar destacou que a reformulação da carreira dos técnicos administrativos é uma reivindicação antiga da categoria. Segundo ela, os trabalhadores convivem há anos com uma tabela salarial considerada defasada e aguardam avanços concretos por parte da administração municipal. Apesar da suspensão da greve, Bia reforçou que os servidores permanecerão mobilizados durante o período de negociação. “Se em agosto não tiver acontecido o que foi acordado, a greve retorna”, afirmou a deputada durante entrevista ao Jornal Opção.

Além da discussão sobre o plano de carreira, o acordo também prevê garantias contra possíveis punições aos grevistas, como corte de ponto ou sanções administrativas. Outro compromisso firmado envolve a convocação de aprovados em concurso público, retomada de progressões funcionais, pagamento do piso do magistério e negociações sobre o período de congelamento salarial ocorrido na gestão anterior.

A presidente do Sintego, Ludmylla Morais, afirmou que a suspensão do movimento foi aprovada porque houve avanço nas negociações mediadas pelo Judiciário. Ainda assim, ela declarou que a confiança da categoria está concentrada no acompanhamento judicial do acordo e não diretamente na administração municipal. A expectativa agora é que as próximas semanas sejam decisivas para evitar uma nova paralisação e garantir o funcionamento regular do segundo semestre letivo nas escolas municipais de Goiânia.

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