Amiga de Lulinha presta depoimento à PF em investigação sobre fraudes no INSS
Empresária é investigada por suposta intermediação de pagamentos ligados ao esquema bilionário que atingiu aposentados e pensionistas

20/05/2026 - 11:27

Amiga de Lulinha presta depoimento à PF em investigação sobre fraudes no INSS

A empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presta depoimento nesta quarta-feira (20) à Polícia Federal no âmbito das investigações sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O interrogatório ocorre por videoconferência e faz parte de uma das frentes da operação que apura descontos indevidos aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas em todo o país.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, investigadores suspeitam que Roberta Luchsinger tenha atuado como intermediária em supostos repasses financeiros envolvendo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema investigado pela PF. A empresária também teria mantido proximidade com Lulinha, que passou a ser citado nas apurações após delações e análises de movimentações financeiras realizadas durante a investigação.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer participação dele nas fraudes investigadas e afirma que o empresário está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Em manifestações anteriores, advogados sustentaram que não há provas de envolvimento de Lulinha em irregularidades relacionadas ao esquema do INSS. Mesmo assim, o nome do filho do presidente passou a ser alvo de requerimentos de quebra de sigilo e pedidos de convocação em comissões parlamentares que investigam o caso no Congresso Nacional.

As investigações sobre o esquema no INSS ganharam grande repercussão nacional após a Polícia Federal identificar uma rede suspeita de aplicar descontos indevidos em aposentadorias e pensões por meio de associações e entidades conveniadas ao instituto. A operação também resultou em prisões, bloqueios de bens, apreensão de veículos de luxo e quebras de sigilo autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O caso passou a ser acompanhado de perto pela CPMI do INSS, instalada no Congresso para apurar possíveis responsabilidades políticas e financeiras no esquema.

Nos bastidores políticos, o avanço das investigações aumentou a pressão sobre o governo federal e ampliou os embates entre base governista e oposição em Brasília. O ministro do STF André Mendonça acompanha parte dos procedimentos ligados ao caso e determinou que a Polícia Federal avalie a necessidade de ouvir formalmente Lulinha durante o andamento do inquérito.

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