Vereador e ex-secretário de Goiânia é preso em operação que investiga desvios na Cultura
Polícia Civil apura suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Prefeitura de Goiânia durante a gestão passada

26/05/2026 - 11:19

Vereador e ex-secretário de Goiânia é preso em operação que investiga desvios na Cultura

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), uma operação para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos na Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. Entre os presos está o vereador e ex-secretário municipal de Cultura, Zander Fábio (Podemos), detido durante uma missa na Igreja Matriz de Campinas, na capital goiana.

Segundo as investigações, o grupo é suspeito de envolvimento em um esquema que teria desviado cerca de R$ 1,5 milhão da Prefeitura de Goiânia por meio de contratos e serviços realizados sem licitação ao longo de 2024. Além de Zander Fábio, também foram presos Elton da Silva Nogueira e Jean de Jesus Magno Lima e Silva, ligados à entidade investigada pela Polícia Civil.

A operação, coordenada pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR), cumpriu ainda 13 mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Entre os alvos das buscas está o escritório político do ex-vereador Leandro Sena, localizado no setor Novo Horizonte. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, além da proibição de contratação com o poder público.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema envolvia empresas que receberam recursos públicos mesmo sem apresentar estrutura operacional compatível com os contratos firmados. Os investigados poderão responder por associação criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. As autoridades ainda apuram a participação de outros agentes públicos e empresários no caso.

A investigação envolve contratos firmados durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz e amplia a série de operações realizadas nos últimos meses para apurar suspeitas de irregularidades em órgãos municipais da capital. Até o momento, as defesas dos investigados não haviam se pronunciado oficialmente sobre as acusações.

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