Goiás registra 138 casos de síndrome mão-pé-boca em 2026 e especialistas alertam para risco de surtos
Doença atinge principalmente crianças menores de 5 anos e exige reforço nas medidas de higiene, isolamento e monitoramento dos sintomas

23/06/2026 - 09:20

Goiás registra 138 casos de síndrome mão-pé-boca em 2026 e especialistas alertam para risco de surtos

Goiás já contabiliza 138 casos de síndrome mão-pé-boca em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), distribuídos em sete municípios. O avanço da doença acendeu o alerta das autoridades sanitárias e de especialistas, que reforçam a necessidade de vigilância, principalmente em ambientes com grande circulação de crianças, como creches e escolas. A síndrome é altamente contagiosa e costuma atingir com maior frequência crianças menores de cinco anos, faixa etária mais vulnerável por ainda estar em fase de aprendizado de hábitos de higiene e por levar com frequência as mãos e objetos à boca.

De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, a definição de surto ocorre quando dois ou mais casos apresentam vínculo epidemiológico, geralmente no mesmo ambiente ou entre pessoas que tiveram contato próximo. Entre os sintomas mais comuns da síndrome estão febre, dor de garganta, mal-estar, falta de apetite, vômitos, diarreia e o surgimento de lesões características nas mãos, nos pés e na boca. Em alguns casos, essas lesões também podem aparecer em áreas como nádegas, joelhos, cotovelos e regiões úmidas do corpo. Embora a doença costume ter evolução leve, médicos orientam que pais e responsáveis fiquem atentos a sinais de agravamento, como sonolência excessiva, irritabilidade intensa, dificuldade para caminhar, febre persistente e alterações nas lesões de pele.

A recomendação da SES-GO é que crianças diagnosticadas permaneçam afastadas de escolas e creches enquanto apresentarem lesões, período que normalmente varia de três a sete dias, podendo chegar a dez em alguns casos. O objetivo é interromper a cadeia de transmissão, já que o vírus pode se espalhar com facilidade por meio do contato com secreções, fezes, objetos contaminados e superfícies compartilhadas. Mesmo após a recuperação clínica, a eliminação viral pelas fezes pode continuar por semanas, o que exige reforço contínuo na lavagem das mãos, na higienização de banheiros, brinquedos, fraldas, maçanetas, mesas e demais superfícies.

Apesar de, até o momento, não haver registro de hospitalizações ou mortes relacionadas à síndrome mão-pé-boca em Goiás neste ano, especialistas destacam que isso não elimina a necessidade de acompanhamento médico. A doença também pode atingir adultos, embora os sintomas costumem ser mais leves. Entre as possíveis consequências tardias da infecção estão descamação das mãos e dos pés e o descolamento temporário das unhas, condição conhecida como onicomadese. Diante do aumento de casos em 2026, o reforço nas medidas de prevenção, no isolamento de pacientes e na comunicação entre famílias, escolas e serviços de saúde é apontado como fundamental para conter novos surtos no estado.

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