Governo inicia estudo no SUS para avaliar uso de canetas emagrecedoras em pacientes com obesidade grave
Projeto com 250 pacientes vai testar impacto dos medicamentos em hospitais de referência antes de possível ampliação no sistema público
24/06/2026 - 10:03
O Ministério da Saúde vai iniciar um estudo com 250 pacientes para avaliar a possibilidade de disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) as chamadas canetas emagrecedoras, utilizadas no tratamento da obesidade e do diabetes. A pesquisa será conduzida pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, e envolve pacientes com obesidade mórbida, comprometimento cardíaco e pessoas que aguardam cirurgia bariátrica.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o objetivo é analisar se o uso desses medicamentos pode contribuir para reduzir filas, evitar complicações associadas à obesidade e gerar impacto positivo no sistema público de saúde. Ele destacou que a iniciativa não trata as canetas como solução estética ou única para o problema da obesidade, mas como uma possível ferramenta terapêutica dentro do SUS.
Paralelamente ao estudo, o governo federal também trabalha para ampliar a produção nacional desses medicamentos, com o objetivo de reduzir custos e aumentar a oferta no país. O Ministério da Saúde e a Anvisa abriram edital para empresas interessadas na produção e registro das canetas emagrecedoras, em uma estratégia de fortalecimento da concorrência e redução de preços.
De acordo com as informações do governo, uma empresa já obteve registro para comercialização no Brasil, a Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética autorizada no país, enquanto outras 17 empresas seguem com pedidos em análise na Anvisa. O Ministério da Saúde também alerta para riscos de produtos irregulares, como versões contrabandeadas ou adulteradas, reforçando que o uso deve ocorrer sempre com orientação médica.