Governo lança “Desenrola Adimplentes” com juros de até 1,99% ao mês para quem mantém pagamentos em dia
Nova etapa do programa de crédito busca reduzir juros de empréstimos antigos e beneficiar trabalhadores informais e autônomos com financiamento mais barato.
30/06/2026 - 10:03
O governo federal lançou nesta segunda-feira (29) o programa Desenrola Adimplentes, uma nova fase da política de renegociação de dívidas voltada, desta vez, para consumidores que estão com os pagamentos em dia, mas continuam submetidos a juros elevados em empréstimos antigos. A iniciativa foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Ministério da Fazenda, como parte de um conjunto de medidas para ampliar o acesso ao crédito e reduzir o custo financeiro para trabalhadores informais.
A nova modalidade permite que empréstimos pessoais sejam substituídos por novas operações de crédito com juros limitados a até 1,99% ao mês, patamar significativamente inferior ao praticado atualmente no mercado. O programa é direcionado a trabalhadores sem vínculo formal, como autônomos e informais, excluindo celetistas, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS. Também há limite para operações de até R$ 15 mil por instituição financeira, com exigência de que o contratante tenha ao menos quatro parcelas pagas ou atraso de no máximo 90 dias.
Segundo o governo, a proposta busca permitir que pessoas que já honram seus compromissos financeiros possam “reorganizar” suas dívidas em condições mais favoráveis, substituindo contratos antigos por linhas de crédito mais baratas. A expectativa oficial é de que o mecanismo aumente a concorrência entre bancos e reduza o comprometimento da renda das famílias, especialmente entre trabalhadores fora do regime formal.
A medida foi apresentada dentro de um pacote mais amplo de incentivo à adimplência e ampliação do acesso ao crédito, que inclui outras ações econômicas voltadas à redução de risco financeiro e estímulo à formalização. O programa agora segue para implementação por meio de instituições financeiras participantes, que deverão ofertar as novas condições de renegociação dentro das regras estabelecidas pelo governo federal.