O Governo de Goiás ampliou para 17 o número de imóveis que poderão integrar o fundo de investimento imobiliário criado para dar uma nova destinação a patrimônios públicos considerados ociosos ou subutilizados. A principal novidade é a inclusão da área do antigo Clube da Celg, localizada na Rua 90, no Setor Sul, em Goiânia. Com a atualização, os bens que compõem a carteira somam valor estimado em R$ 834 milhões e fazem parte da estratégia estadual de modernização da gestão patrimonial.
A proposta prevê a utilização de instrumentos do mercado financeiro para transformar imóveis públicos em ativos capazes de atrair investimentos e fomentar novos empreendimentos. O projeto está em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e busca permitir que os imóveis sejam administrados por meio de fundos imobiliários, preservando a propriedade pública enquanto amplia o potencial de valorização econômica desses bens. Segundo o governo, a composição da carteira poderá sofrer alterações durante os estudos técnicos e jurídicos que definirão os ativos aptos a integrar o fundo.
Entre os imóveis incluídos na relação estão áreas estratégicas em Goiânia e no interior do Estado, como terrenos públicos, antigas sedes de órgãos estaduais e outros patrimônios com potencial para desenvolvimento imobiliário. A entrada do antigo Clube da Celg amplia a carteira para 17 imóveis e reforça o objetivo de aproveitar áreas com localização privilegiada para estimular investimentos privados, gerar receitas ao Estado e impulsionar projetos de desenvolvimento urbano.
De acordo com o governo estadual, a iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas à modernização da administração pública e à melhoria da gestão do patrimônio imobiliário. A expectativa é que, após a aprovação do projeto e a conclusão dos estudos de viabilidade, os imóveis possam atrair empreendimentos capazes de movimentar a economia, gerar empregos e aumentar a arrecadação, sem que o Estado deixe de exercer controle sobre os ativos estratégicos.