Câmara aprova empréstimo de R$ 310 milhões para ampliar Programa Macambira Anicuns em Goiânia
Projeto autoriza a Prefeitura de Goiânia a contratar financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento para investimentos em obras de infraestrutura, recuperação ambiental e mobilidade urbana.

01/07/2026 - 09:50

Câmara aprova empréstimo de R$ 310 milhões para ampliar Programa Macambira Anicuns em Goiânia

A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em segunda e última votação, o projeto de lei que autoriza a Prefeitura a contratar um empréstimo de até US$ 60 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 310 milhões, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A proposta, de autoria do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), destina os recursos à implantação da segunda etapa do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama II), considerado um dos principais projetos de requalificação urbana e ambiental da capital. Após a aprovação dos vereadores, a matéria segue para sanção do prefeito.

Segundo o projeto, o financiamento permitirá a ampliação do Parque Macambira Anicuns em cerca de 6,5 quilômetros, abrangendo o trecho entre os bairros São José e Urias Magalhães. O programa prevê investimentos em obras de drenagem, recuperação de áreas degradadas, infraestrutura urbana, melhorias na mobilidade, preservação ambiental e reassentamento de famílias que vivem em áreas de risco. O texto também autoriza a abertura de créditos adicionais para garantir o cumprimento das obrigações financeiras decorrentes da operação de crédito.

Durante a votação, a proposta dividiu opiniões no plenário. Os vereadores Coronel Urzêda (PL), Igor Franco (Podemos), Major Vitor Hugo (PL), Kátia (PT), Fabrício Rosa (PT) e Aava Santiago (PSB) votaram contra o projeto. Parlamentares favoráveis defenderam que o financiamento é necessário para garantir investimentos estruturantes e melhorar a qualidade de vida da população. Já os opositores argumentaram que o Executivo não apresentou estudos suficientes para justificar a contratação do empréstimo e cobraram maior transparência sobre a destinação dos recursos, além de questionarem a ausência de medidas voltadas à habitação para famílias que poderão ser removidas das áreas de intervenção.

Apesar da autorização legislativa, a contratação do empréstimo ainda depende da análise e aprovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Somente após a avaliação técnica da instituição financeira, da elaboração do contrato e da conclusão dos trâmites administrativos será possível liberar os recursos para a execução das obras previstas no Puama II. A Prefeitura afirma que o projeto representa um dos maiores investimentos em infraestrutura urbana e recuperação ambiental planejados para Goiânia nos próximos anos.

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