Michelle Bolsonaro deixa comando do PL Mulher após crise com Flávio Bolsonaro
Ex-primeira-dama afirma que decisão foi motivada pela necessidade de dedicar mais tempo ao marido, Jair Bolsonaro, e à filha, enquanto partido tenta conter desgaste provocado por conflitos internos.
01/07/2026 - 09:53
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou que deixará a presidência nacional do PL Mulher, segmento feminino do Partido Liberal (PL). A decisão foi comunicada ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, durante reunião realizada nesta terça-feira (30), e ocorre poucos dias após o agravamento da crise política e familiar envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República nas eleições de 2026.
Em nota oficial, Michelle afirmou que optou por deixar o cargo para se dedicar integralmente aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e da filha. No comunicado, ela agradeceu às dirigentes estaduais e municipais do PL Mulher, além da vice-presidente da organização, Priscila Costa, destacando o trabalho desenvolvido para ampliar a participação feminina na política. A ex-primeira-dama também declarou esperar que mais mulheres ocupem espaços de liderança e poder no país.
A saída acontece após um desentendimento público entre Michelle e Flávio Bolsonaro. Na semana passada, ela divulgou um vídeo afirmando ter sido "humilhada, desrespeitada e maltratada" pelo enteado durante uma conversa telefônica ocorrida em novembro do ano passado. O episódio expôs divergências internas relacionadas às articulações políticas do partido, especialmente sobre alianças eleitorais, e intensificou a tensão entre integrantes da família Bolsonaro em meio à pré-campanha presidencial.
Após o anúncio, Valdemar Costa Neto afirmou que respeita a decisão de Michelle e atribuiu sua saída ao momento vivido pela família Bolsonaro, negando que a mudança tenha sido motivada exclusivamente pela crise interna no partido. A decisão representa uma alteração importante na estrutura do PL às vésperas da campanha eleitoral de 2026, já que Michelle era considerada uma das principais lideranças da legenda junto ao eleitorado feminino e conservador.