Governo encerra subsídio de R$ 0,35 por litro do diesel e inicia retirada gradual de incentivos aos combustíveis
Medida entrou em vigor nesta quarta-feira (1º) após a queda do preço internacional do petróleo; demais subsídios continuam em vigor, mas passam por avaliação da equipe econômica.
01/07/2026 - 09:58
O Governo Federal encerrou, nesta quarta-feira (1º), o subsídio de R$ 0,35 por litro concedido ao óleo diesel, dando início à retirada gradual das medidas emergenciais criadas para conter os impactos da alta dos combustíveis durante a crise provocada pelo conflito no Oriente Médio. Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão foi tomada após a redução das tensões internacionais e a queda no preço do petróleo, que voltou a patamares próximos aos registrados antes da escalada do conflito.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o fim da subvenção foi possível porque o barril de petróleo tipo Brent recuou para níveis considerados estáveis, reduzindo a necessidade de manter o auxílio temporário. O governo informou que continuará monitorando diariamente o mercado de combustíveis e poderá retirar gradualmente outros incentivos caso o cenário permaneça favorável. Entre os benefícios que seguem em vigor estão o subsídio de R$ 1,12 por litro para o diesel, o incentivo de R$ 0,44 por litro para a gasolina, além de medidas voltadas ao gás de cozinha, ao querosene de aviação e ao biodiesel.
A equipe econômica afirma que a retirada parcial dos subsídios também busca preservar o equilíbrio das contas públicas. Segundo o Ministério do Planejamento, a redução dos preços internacionais do petróleo diminuiu a arrecadação extraordinária obtida com royalties e tributos sobre a produção da commodity, tornando desnecessária a manutenção integral das medidas de compensação. A estratégia é retirar os incentivos de forma gradual para evitar impactos significativos no preço final dos combustíveis ao consumidor.
Paralelamente ao fim da subvenção, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel A vendido às distribuidoras, também válida a partir desta quarta-feira. Como o desconto promovido pela estatal tem o mesmo valor do subsídio encerrado pelo governo, a expectativa é de que, neste primeiro momento, não haja alteração no preço de venda do combustível às distribuidoras, embora os reajustes ao consumidor dependam da política comercial de cada empresa e da composição dos preços nos postos.