Goiás registra 17 casos de raiva em animais de produção e reforça alerta para vacinação
Agrodefesa intensifica ações de monitoramento e controle da doença após aumento dos registros no primeiro semestre; morcegos hematófagos continuam sendo os principais transmissores.
01/07/2026 - 10:08
Goiás contabilizou 17 casos de raiva em animais de produção apenas no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). O número corresponde à metade dos 34 registros confirmados durante todo o ano de 2025, o que reforça o alerta para produtores rurais quanto à importância da vacinação dos rebanhos e da notificação imediata de casos suspeitos. A doença afeta principalmente bovinos, equinos, caprinos e ovinos e tem como principal transmissor no Estado o morcego hematófago, que se alimenta de sangue.
Para conter o avanço da doença, a Agrodefesa informou que realizou, somente neste ano, mais de 60 ações de fiscalização e monitoramento em abrigos de morcegos com suspeita de contaminação pelo vírus da raiva. As operações resultaram na eliminação de 19 focos da doença em diferentes regiões de Goiás. Segundo a gerente de Sanidade Animal da agência, Denise Toledo, o controle dos morcegos e a imunização dos animais continuam sendo as principais estratégias para reduzir a circulação do vírus entre os rebanhos.
Desde julho de 2025, a vacinação obrigatória contra a raiva deixou de ser exigida em todo o território goiano e passou a ser direcionada apenas para áreas classificadas como de risco para a presença de morcegos hematófagos. A mudança segue as diretrizes nacionais de combate à doença e busca tornar as ações de controle mais eficientes. Mesmo assim, a Agrodefesa recomenda que produtores mantenham a vacinação preventiva quando houver risco de exposição dos animais ao vírus.
A agência também orienta os pecuaristas a ficarem atentos aos sinais clínicos da raiva, como dificuldade para andar, salivação intensa, alterações neurológicas, torção do pescoço e movimentos involuntários das patas. Em caso de suspeita, a recomendação é não manipular o animal e comunicar imediatamente a Agrodefesa para que sejam adotadas as medidas sanitárias necessárias, evitando novos casos e reduzindo os riscos para outros animais e para a saúde pública.