El Niño pode elevar preços dos alimentos em Goiás nos próximos meses
Especialistas alertam que calor, chuvas irregulares e risco de perdas no campo podem pressionar os preços de frutas, verduras, grãos, carnes e leite no Estado.
02/07/2026 - 11:06
A possível atuação do fenômeno climático El Niño no segundo semestre de 2026 acende um alerta para o agronegócio goiano e pode provocar aumento no preço dos alimentos nos próximos meses. Segundo especialistas ouvidos pelo Mais Goiás, as mudanças no regime de chuvas e o aumento das temperaturas tendem a afetar a produção agrícola e pecuária, reduzindo a oferta de alguns produtos e pressionando a inflação dos alimentos. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) estima em 82% a probabilidade de formação do fenômeno ainda neste ano.
Em Goiás, a previsão é de temperaturas acima da média e chuvas irregulares, cenário que pode comprometer o desenvolvimento de culturas importantes e elevar os custos da produção rural. Produtos perecíveis, como frutas, verduras e hortaliças, costumam ser os primeiros afetados pelas alterações climáticas. O impacto também pode alcançar grãos, leite e carnes, já que o calor intenso prejudica as pastagens e aumenta os custos com alimentação do rebanho.
Especialistas destacam, no entanto, que os efeitos sobre o bolso do consumidor não devem ser imediatos. A tendência é que a alta dos preços seja percebida principalmente no início de 2027, quando uma eventual redução na produção começar a refletir na oferta de alimentos. O impacto dependerá da intensidade do El Niño e da duração do fenômeno, além das condições climáticas observadas durante o plantio e a colheita das principais culturas agrícolas.
Diante desse cenário, produtores rurais são orientados a acompanhar as previsões meteorológicas, ajustar o calendário de plantio, investir em variedades mais resistentes e adotar medidas para reduzir os riscos de perdas. Para os consumidores, a recomendação é pesquisar preços e aproveitar períodos de maior oferta, já que oscilações no clima podem influenciar diretamente o custo dos alimentos nos supermercados e feiras ao longo dos próximos meses.