Reunião de Lula com Adriana Accorsi e Aava Santiago pode redefinir estratégia do PT para as eleições em Goiás
Encontro no Palácio do Planalto reacende debate sobre a composição da chapa majoritária petista e fortalece articulações para a disputa estadual de 2026.
09/07/2026 - 09:52
Uma reunião realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a deputada federal Adriana Accorsi (PT) e a vereadora de Goiânia Aava Santiago pode alterar os rumos da estratégia do Partido dos Trabalhadores para as eleições de 2026 em Goiás. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e contou ainda com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente nacional do PT, Edinho Silva. A movimentação acontece em meio às discussões sobre a formação da chapa majoritária que apoiará a candidatura de Lula à reeleição no estado.
Até então, Adriana Accorsi vinha reafirmando publicamente que sua prioridade era disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, descartando uma candidatura ao Governo de Goiás. No entanto, a reunião com Lula foi interpretada como uma tentativa do presidente de convencê-la a liderar o projeto eleitoral do PT no estado. Paralelamente, o nome de Aava Santiago passou a ser considerado como uma possibilidade para compor a chapa, seja como candidata ao Senado ou ao governo, dependendo das negociações entre os partidos da base aliada.
Nos bastidores, dirigentes avaliam que o encontro pode provocar uma reorganização da estratégia eleitoral petista. Uma das possibilidades discutidas é a formação de uma chapa que reúna Adriana Accorsi e Aava Santiago, ampliando o espaço de diálogo com partidos aliados e fortalecendo o palanque de Lula em Goiás. A definição, porém, dependerá das conversas entre as legendas que integram a frente de apoio ao presidente e da disposição das lideranças envolvidas em disputar cargos majoritários.
Apesar das especulações, nenhuma decisão oficial foi anunciada após a reunião. O PT segue discutindo internamente os nomes que representarão o partido na disputa pelo Governo de Goiás e pelo Senado, enquanto busca consolidar uma chapa competitiva para as eleições de outubro. A expectativa é de que novas reuniões entre as lideranças partidárias ocorram nas próximas semanas para definir a composição final da aliança.