NOAA eleva para 81% a chance de um El Niño muito forte até o fim de 2026
Novo boletim da agência meteorológica dos Estados Unidos indica que o fenômeno pode se tornar o mais intenso desde o início das medições, em 1950, aumentando o risco de eventos climáticos extremos.

10/07/2026 - 09:45

NOAA eleva para 81% a chance de um El Niño muito forte até o fim de 2026

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) atualizou a previsão para o El Niño e elevou para 81% a probabilidade de que o fenômeno atinja a categoria de "muito forte" entre os meses de outubro e dezembro de 2026. Caso a projeção se confirme, este poderá ser o episódio mais intenso desde 1950, quando começaram os registros sistemáticos das condições do Oceano Pacífico.

De acordo com a NOAA, o El Niño ganhou força ao longo de junho, com aumento superior a 1°C na temperatura da superfície do Oceano Pacífico equatorial central e leste. A agência também estima 97% de probabilidade de o fenômeno permanecer ativo até o período entre março e junho de 2027. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, provocando alterações na circulação dos ventos e no regime de chuvas em diversas partes do planeta.

Os especialistas destacam que um El Niño mais intenso não significa, necessariamente, que todas as regiões enfrentarão eventos climáticos severos. No entanto, a intensidade do fenômeno aumenta a probabilidade de ocorrência de ondas de calor, tempestades, secas e chuvas acima da média, dependendo das características climáticas de cada região. No Brasil, os impactos costumam variar conforme a localização, podendo influenciar tanto o volume de precipitações quanto as temperaturas ao longo dos próximos meses.

A nova previsão representa uma mudança importante em relação aos boletins anteriores da NOAA, que indicavam menor probabilidade de um evento de grande intensidade. O monitoramento continuará sendo atualizado nos próximos meses para acompanhar a evolução do fenômeno e orientar governos, setores produtivos e a população sobre os possíveis impactos climáticos.

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