Anvisa determina atualização das vacinas contra Covid-19 para acompanhar novas variantes
Novos imunizantes deverão ser adaptados para ampliar a resposta contra linhagens recentes do coronavírus; vacinas antigas poderão ser utilizadas durante período de transição.
10/07/2026 - 10:18
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas regras para a composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil. A atualização tem como objetivo adequar os imunizantes às novas variantes do coronavírus que circulam no país e manter a capacidade de proteção da população diante da evolução do vírus.
Pelas novas determinações, as vacinas contra a Covid-19 deverão ser monovalentes, ou seja, desenvolvidas para gerar resposta imunológica contra uma única linhagem do vírus SARS-CoV-2. A Anvisa definiu a variante LP.8.1 como antígeno preferencial para a formulação dos novos imunizantes. Também poderão ser utilizadas variantes derivadas da linhagem JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que apresentem resposta ampla e robusta de anticorpos neutralizantes comprovada por estudos científicos.
A decisão foi aprovada durante a 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa e estabelece um período de transição para a substituição das fórmulas anteriores. As vacinas já registradas, produzidas ou distribuídas antes da mudança poderão continuar sendo utilizadas por até nove meses após a aprovação da versão atualizada de cada imunizante. Depois desse prazo, os produtos que não atenderem às novas exigências não poderão mais ser aplicados no país.
Segundo a Anvisa, a atualização acompanha o surgimento de novas variantes e o registro de casos de síndrome gripal associados à Covid-19. A agência afirma que a revisão periódica da composição das vacinas é necessária para manter a estratégia de vacinação alinhada ao cenário epidemiológico e ampliar a proteção contra as linhagens do vírus em circulação.