Inflação oficial desacelera em junho, mas acumula alta de 4,72% em 12 meses
IPCA sobe 0,24% no mês, pressionado principalmente pelos grupos habitação e alimentação; índice permanece acima do centro da meta de inflação.
10/07/2026 - 10:28
A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,24% em junho, desacelerando em relação ao avanço de 0,58% observado em maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 2026, o índice soma 3,45%, enquanto, nos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,72%, permanecendo acima da meta contínua perseguida pelo Banco Central.
Entre os grupos pesquisados, Habitação exerceu a maior pressão sobre o índice, impulsionada pelo aumento da energia elétrica residencial. O grupo Alimentação e bebidas também continuou influenciando a inflação, embora tenha apresentado desaceleração em relação aos meses anteriores. Por outro lado, alguns segmentos registraram queda de preços, contribuindo para reduzir o ritmo de avanço do IPCA no mês.
O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado e reforça um cenário de desaceleração gradual da inflação, ainda que os preços continuem elevados em comparação ao objetivo definido pelo Conselho Monetário Nacional. A evolução do índice segue sendo acompanhada de perto pelo Banco Central, que utiliza o comportamento da inflação como um dos principais parâmetros para as decisões sobre a taxa básica de juros (Selic).
Economistas avaliam que fatores como os preços da energia, dos alimentos e o comportamento do mercado internacional continuarão influenciando a inflação nos próximos meses. Além disso, eventos climáticos e oscilações no preço do petróleo podem afetar o custo de produtos e serviços, impactando o poder de compra da população e as perspectivas para a economia brasileira em 2026.