Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno
Levantamento aponta vantagem de oito pontos percentuais para o presidente em simulação de segundo turno e indica melhora na avaliação do governo federal.
15/07/2026 - 12:24
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). No cenário estimulado, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 37%, uma diferença de oito pontos percentuais. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar representam 14%, enquanto 4% disseram estar indecisos. O resultado amplia a vantagem observada no levantamento anterior, quando a distância entre os dois era de seis pontos.
O estudo ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho, por meio de entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. No cenário de primeiro turno, Lula também lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 28%. O governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, enquanto outros pré-candidatos registram percentuais menores.
A pesquisa também mediu a rejeição aos principais nomes da disputa. O índice de eleitores que afirmam não votar em Lula caiu para 50%, enquanto a rejeição de Flávio Bolsonaro chegou a 57%, a maior entre os possíveis candidatos avaliados. Segundo o levantamento, a divulgação recente do conflito público entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi conhecida por quase metade dos entrevistados, e 45% consideram que Michelle agiu corretamente ao tornar públicas suas críticas ao senador.
Outro dado destacado pela pesquisa é a melhora na avaliação do governo federal. Pela primeira vez desde julho de 2025, a aprovação da gestão Lula supera numericamente a desaprovação: 48% aprovam o governo, enquanto 47% desaprovam. A avaliação positiva da administração chegou a 36%, mesmo percentual da avaliação negativa, enquanto 26% classificam o governo como regular. Os números indicam uma tendência de recuperação da popularidade do presidente às vésperas do período eleitoral.