Mabel defende reestruturação do Imas e afirma que instituto pode ser fechado sem aprovação do projeto
Prefeito de Goiânia diz que mudanças na gestão do plano de saúde dos servidores são essenciais para garantir a continuidade dos atendimentos e a sustentabilidade financeira do instituto.
20/07/2026 - 11:14
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou que o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) corre o risco de encerrar as atividades caso o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) não aprove o projeto de reestruturação que prevê a contratação de uma empresa especializada para modernizar a operação do plano de saúde. Segundo o prefeito, a profissionalização da gestão é a única alternativa para garantir a continuidade do instituto, que enfrenta uma grave crise financeira.
De acordo com a presidente do Imas, Gardene Fernandes, o instituto acumula uma dívida histórica estimada em R$ 226 milhões, construída ao longo de diversas administrações. Apesar do passivo, ela afirma que a atual gestão conseguiu reduzir significativamente os déficits mensais e trabalha para preservar o atendimento aos cerca de 70 mil usuários do plano de saúde. A dirigente ressaltou que a futura empresa não assumirá a administração do Imas, mas será responsável por apoiar a modernização dos processos operacionais, enquanto a gestão permanecerá sob responsabilidade do instituto e da Prefeitura de Goiânia.
O projeto de reestruturação está em análise no TCM após um pedido de vistas do conselheiro Valcenor Braz, que avalia aspectos da licitação, estimada em R$ 10,6 milhões. Segundo Mabel, após a aprovação do Tribunal, a proposta seguirá para apreciação da Câmara Municipal, onde também serão discutidas mudanças nas regras de contribuição dos beneficiários e dos dependentes, com o objetivo de tornar o plano financeiramente sustentável.
A Prefeitura sustenta que as mudanças pretendem modernizar a gestão, melhorar a qualidade do atendimento e garantir a continuidade da assistência médica aos servidores municipais. No entanto, o prefeito reiterou que, caso a reestruturação não seja aprovada pelos órgãos responsáveis, o encerramento das atividades do Imas passa a ser uma possibilidade considerada pela administração municipal.