Sistema criado em Goiás para monitorar líderes de facções será ampliado para 138 presídios do país
Tecnologia desenvolvida para reforçar o controle nas unidades prisionais goianas será expandida pelo governo federal com o objetivo de combater a atuação de organizações criminosas.

22/07/2026 - 10:19

Sistema criado em Goiás para monitorar líderes de facções será ampliado para 138 presídios do país

O sistema de monitoramento de lideranças de facções criminosas desenvolvido em Goiás será implantado em 138 unidades prisionais de todo o Brasil. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Governo de Goiás e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que pretende ampliar o controle sobre detentos considerados de alta periculosidade e dificultar a comunicação de organizações criminosas de dentro dos presídios. A tecnologia já é utilizada no sistema penitenciário goiano e apresentou resultados positivos no acompanhamento de presos ligados a facções.

A ferramenta reúne informações estratégicas sobre internos classificados como líderes de organizações criminosas, permitindo o monitoramento em tempo real de transferências, movimentações e outros dados considerados essenciais para a gestão do sistema prisional. Com a integração nacional, o objetivo é fortalecer a troca de informações entre os estados e aumentar a eficiência das ações de inteligência voltadas ao combate ao crime organizado.

Segundo o Ministério da Justiça, a expansão do sistema busca impedir que lideranças criminosas continuem comandando atividades ilícitas a partir das unidades prisionais. A expectativa é que a plataforma contribua para o planejamento de operações, o compartilhamento de informações entre os órgãos de segurança pública e a adoção de medidas preventivas para reduzir a influência das facções dentro e fora dos presídios.

A tecnologia foi apresentada como um modelo de sucesso desenvolvido em Goiás e deverá beneficiar o sistema penitenciário nacional ao ampliar a capacidade de monitoramento das autoridades. A medida faz parte das ações do governo federal para reforçar a segurança pública, integrar os sistemas de inteligência e combater o avanço das organizações criminosas em todo o país.

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