Goiás lidera empregos no comércio do Centro-Oeste, mas fica atrás de Mato Grosso em faturamento
Levantamento do IBGE mostra que o estado concentra o maior número de trabalhadores do comércio na região, enquanto Mato Grosso lidera em receita bruta impulsionado pelo agronegócio e pelo atacado.

29/07/2026 - 11:11

Goiás lidera empregos no comércio do Centro-Oeste, mas fica atrás de Mato Grosso em faturamento

Goiás consolidou sua posição como o estado que mais emprega no comércio no Centro-Oeste, segundo a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado encerrou o ano com 381,9 mil pessoas ocupadas no setor, superando Mato Grosso (221,6 mil), Distrito Federal (164,6 mil) e Mato Grosso do Sul (148,3 mil). Apesar da liderança em geração de empregos, Goiás aparece em segundo lugar na receita bruta de revenda, com R$ 295,3 bilhões, atrás de Mato Grosso, que alcançou R$ 354 bilhões.

A diferença é explicada pelo perfil econômico dos dois estados. Enquanto Goiás possui um comércio mais diversificado, baseado principalmente no varejo e na distribuição de mercadorias, Mato Grosso concentra grande parte de suas operações no comércio atacadista ligado ao agronegócio e às commodities agrícolas, segmentos que movimentam valores elevados com menor necessidade de mão de obra.

Os dados mostram que o comércio atacadista foi responsável por R$ 153 bilhões da receita goiana em 2024, mais da metade do total movimentado pelo setor. O varejo respondeu por R$ 110,4 bilhões e o segmento de veículos automotores e motocicletas por R$ 31,9 bilhões. No entanto, é o varejo que sustenta a maior parte dos empregos: das 79,7 mil empresas comerciais existentes em Goiás, 57,3 mil pertencem a esse segmento, que emprega 264,6 mil pessoas, cerca de 70% da força de trabalho do comércio estadual.

A localização estratégica de Goiás também contribui para esse desempenho. O estado se consolidou como um importante centro logístico nacional, com destaque para Anápolis e a Região Metropolitana de Goiânia, fortalecendo a distribuição de mercadorias para diversas regiões do país. Em 2024, o comércio goiano pagou R$ 11,8 bilhões em salários e remunerações e registrou margem de comercialização de R$ 57,3 bilhões. No cenário nacional, Goiás ocupa a oitava posição em receita bruta de revenda entre os estados brasileiros, evidenciando a relevância do setor para a economia regional e nacional.

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