Prévia da inflação desacelera para 0,06% em julho com queda nos preços dos alimentos
Recuo nos preços de produtos alimentícios ajudou a reduzir o ritmo da inflação, que registrou a menor taxa para o mês de julho desde 2023, segundo o IBGE.
30/07/2026 - 09:58
A prévia da inflação oficial do país perdeu força em julho e registrou alta de 0,06%, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação aos 0,41% registrados em junho e ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro.
O principal fator para a desaceleração foi a queda de 0,66% nos preços do grupo Alimentação e Bebidas, que interrompeu uma sequência de altas e ajudou a aliviar o custo de vida das famílias. Entre os produtos que mais contribuíram para esse movimento estão o tomate, que recuou 19,95%, a batata-inglesa, com queda de 10,03%, e o café moído, que ficou 3,13% mais barato no período.
Apesar do recuo dos alimentos, outros grupos continuaram pressionando o índice. Gastos com habitação, saúde e despesas pessoais registraram alta, impedindo que a inflação apresentasse resultado negativo no mês. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 permaneceu acima do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, embora tenha mantido trajetória de desaceleração.
O resultado reforça a percepção de que o processo de desaceleração dos preços segue em curso e pode influenciar as próximas decisões de política monetária. A leitura mais branda da inflação também foi bem recebida pelo mercado financeiro, aumentando as expectativas de novos cortes na taxa básica de juros caso o cenário de desinflação se mantenha nos próximos meses.