Pacientes denunciam demora no atendimento e falta de medicamentos de alto custo no Cemac Juarez Barbosa, em Goiânia
Usuários relatam longas filas, dificuldades para retirar remédios essenciais e desabastecimento de medicamentos utilizados no tratamento de doenças graves; Secretaria de Estado da Saúde atribui parte dos problemas a fornecedores e ao Ministério da Saúde.

30/07/2026 - 10:44

Pacientes denunciam demora no atendimento e falta de medicamentos de alto custo no Cemac Juarez Barbosa, em Goiânia

Pacientes atendidos pelo Centro Estadual de Medicação de Alto Custo (Cemac) Juarez Barbosa, em Goiânia, denunciam demora no atendimento, longas filas e falta de medicamentos utilizados no tratamento de doenças crônicas e graves. Segundo os relatos, muitos usuários chegam ainda de madrugada à unidade e permanecem por horas no local, mas, em alguns casos, deixam o centro sem conseguir retirar os remédios prescritos.

Além da espera prolongada, pacientes afirmam que o sistema de agendamento não tem evitado a superlotação. Usuários relatam que, mesmo comparecendo na data marcada, enfrentam filas demoradas e desorganização no atendimento. Também há reclamações sobre problemas na estrutura da unidade, como número insuficiente de cadeiras, poucos atendentes e ausência de triagem para agilizar o fluxo de pessoas.

A consulta ao sistema de estoque do próprio Cemac aponta a indisponibilidade de diversos medicamentos de alto custo, entre eles Ciclofosfamida, Fumarato de Dimetila, Topiramato, Hidroxiureia, Tafamidis, Teriparatida, Dupilumabe e Ziprasidona. Os medicamentos são utilizados no tratamento de doenças como câncer, epilepsia, esclerose múltipla, leucemia, anemia falciforme e enfermidades autoimunes. Para muitos pacientes, esses remédios só são acessíveis por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e a interrupção do tratamento pode agravar o quadro clínico.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás informou que parte do desabastecimento decorre de atrasos no fornecimento por fabricantes e da responsabilidade do Ministério da Saúde na aquisição de alguns medicamentos. A pasta afirmou ainda que monitora os estoques, realiza compras para regularizar o abastecimento sempre que possível e orienta os pacientes a consultarem a disponibilidade dos medicamentos pelos canais oficiais antes de comparecerem à unidade.

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