Pico do El Niño pode elevar preços de alimentos e energia em Goiás, alertam especialistas
Economistas e especialistas em clima avaliam que o fenômeno deve pressionar a inflação no Estado ao afetar a produção agropecuária e reduzir a geração de energia hidrelétrica.

31/07/2026 - 11:45

Pico do El Niño pode elevar preços de alimentos e energia em Goiás, alertam especialistas

O avanço do El Niño deve impactar diretamente o custo de vida dos goianos nos próximos meses. De acordo com especialistas ouvidos pelo jornal O Hoje, o pico do fenômeno climático poderá provocar aumento nos preços dos alimentos e da energia elétrica em Goiás, principalmente em razão da redução das chuvas, do agravamento da estiagem e dos reflexos sobre a produção agropecuária. A combinação desses fatores tende a pressionar a inflação e afetar o orçamento das famílias.

No campo, a preocupação está relacionada às perdas de produtividade em culturas agrícolas e ao aumento dos custos de produção. A escassez de chuvas pode comprometer o desenvolvimento de lavouras, reduzir a oferta de produtos e elevar os gastos dos produtores com irrigação, alimentação animal e outros insumos. Como consequência, alimentos como grãos, carnes, leite e derivados podem sofrer reajustes ao longo dos próximos meses, refletindo diretamente nos preços pagos pelos consumidores.

O setor elétrico também está em alerta. Com níveis menores de água nos reservatórios das hidrelétricas, a geração de energia pode ficar mais cara, aumentando a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo operacional mais elevado. Esse cenário pode resultar em reajustes nas tarifas de energia elétrica, além de impactar diversos setores da economia que dependem do fornecimento de eletricidade para manter suas atividades.

Além dos efeitos imediatos sobre alimentos e energia, economistas destacam que o El Niño pode ampliar a pressão inflacionária e reduzir o poder de compra da população. O aumento simultâneo dos custos de produção, transporte e consumo tende a repercutir em diferentes segmentos da economia, exigindo maior planejamento financeiro das famílias e atenção dos produtores rurais e do setor produtivo diante das incertezas climáticas previstas para o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

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