Pesquisa do Procon Goiás aponta variação de até 478% nos preços da cesta básica
Levantamento revela que consumidor pode economizar mais de R$ 730 ao comparar preços antes das compras em supermercados.
03/08/2026 - 08:56
Uma pesquisa realizada pelo Procon Goiás identificou diferenças expressivas nos preços de produtos da cesta básica comercializados em Goiânia, Caldas Novas e Rio Quente. O levantamento apontou que a variação entre estabelecimentos pode chegar a 478%, evidenciando a importância de pesquisar os preços antes de realizar as compras. De acordo com o órgão, uma cesta composta pelos itens com os maiores valores encontrados custa R$ 1.268,62, enquanto a mesma lista adquirida pelos menores preços sai por R$ 538,24, uma economia superior a R$ 730.
Em Goiânia, a pesquisa foi realizada em 14 supermercados, onde foram analisados 36 produtos, entre alimentos, carnes, hortifrutigranjeiros e itens essenciais do dia a dia. O maior destaque foi o tomate comum, cujo preço variou de R$ 2,75 a R$ 15,90 o quilo, diferença de 478%. A banana-maçã apresentou oscilação superior a 275%, sendo encontrada entre R$ 3,98 e R$ 12,99 o quilo. Já o feijão registrou diferença de 176,38%, com preços entre R$ 6,99 e R$ 18,49. Entre as carnes, o coxão mole variou quase 150%, enquanto o pão francês apresentou diferença de aproximadamente 142%.
O levantamento também foi realizado em Caldas Novas e Rio Quente, onde foram pesquisados 43 produtos em 21 estabelecimentos comerciais. Nessas cidades, o tomate comum também liderou a variação de preços, com diferença de 191%, seguido pelo café de 500 gramas, que apresentou oscilação de 165% entre os estabelecimentos pesquisados. Os dados reforçam que a comparação de preços pode representar uma economia significativa para os consumidores em diferentes regiões do estado.
Além de incentivar a pesquisa de preços, o Procon Goiás orienta os consumidores a elaborar uma lista de compras, estabelecer um limite de gastos, aproveitar dias de promoção de hortifrúti e açougue e verificar atentamente a validade e as condições de conservação dos produtos antes da compra. Segundo o órgão, essas medidas ajudam não apenas a economizar, mas também a evitar desperdícios e prejuízos à saúde.