Fachin é aconselhado a deixar caso de jornalista maranhense na 1ª Turma do STF
Presidente da Corte chegou a cogitar levar o processo ao plenário, mas ministros avaliam que o caso deve continuar sob análise da Primeira Turma.

14/08/2026 - 11:22

Fachin é aconselhado a deixar caso de jornalista maranhense na 1ª Turma do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, tem sido aconselhado por integrantes da própria Corte a deixar a investigação envolvendo um jornalista maranhense sob responsabilidade da Primeira Turma do tribunal. A avaliação foi apresentada a Fachin por um grupo majoritário de ministros na quinta-feira (13). 

Fachin chegou a cogitar levar o caso para análise do plenário do STF, formado pelos dez ministros. Segundo a CNN, porém, a maioria dos magistrados entende que, como o processo já está na Primeira Turma, não haveria necessidade de transferi-lo para o colegiado completo. A Primeira Turma é composta por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além de outros integrantes conforme a composição da Corte. 

O caso envolve o jornalista maranhense Luís Pablo, que publicou reportagens sobre o uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. O relator, Alexandre de Moraes, determinou nesta semana uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, apontado como fonte do jornalista. 

A investigação teve origem em uma operação anterior contra o próprio jornalista, realizada em março. Na ocasião, celulares, computador e HD foram apreendidos e posteriormente devolvidos após a Polícia Federal concluir a extração dos dados. De acordo com a decisão de Moraes, a análise desse material levou à identificação de Cutrim como fonte das reportagens. A nova operação foi solicitada pela PF e recebeu autorização da Procuradoria-Geral da República. 

O episódio gerou debate dentro do STF sobre os limites da investigação e a proteção do sigilo da fonte jornalística. Fachin tem defendido que a questão seja analisada de forma mais ampla, enquanto a maioria dos ministros consultados avalia que o processo deve permanecer na Primeira Turma. 

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