Bolsa Família não terá reajuste previsto no Orçamento de 2027
Governo reserva R$ 157,1 bilhões para o programa no próximo ano, e benefício mínimo permanece em R$ 600
01/09/2026 - 11:50
A proposta de Orçamento da União para 2027, enviada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), não prevê reajuste nos valores do Bolsa Família. O projeto reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, montante inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.
Com a previsão, o benefício mínimo continuará em R$ 600 por família. O valor não é reajustado desde o relançamento do programa, em março de 2023. A legislação permite que os benefícios sejam corrigidos em um intervalo de até dois anos, mas, segundo a interpretação do governo, a norma não torna a atualização obrigatória.
Além do benefício mínimo, o Bolsa Família mantém pagamentos adicionais de acordo com a composição familiar. São R$ 150 por criança de até seis anos, R$ 50 para gestantes, R$ 50 para jovens de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 para bebês de até seis meses. Os adicionais podem ser acumulados conforme as características de cada família.
Em agosto, o programa atendia aproximadamente 19,3 milhões de famílias, número próximo aos 19,2 milhões registrados no mesmo período de 2025. A manutenção dos valores ocorre em meio ao esforço do governo para controlar o crescimento das despesas obrigatórias. Durante a tramitação do Orçamento, o Congresso poderá alterar a previsão e discutir uma eventual recomposição dos benefícios.