Planos de presidenciáveis não seriam suficientes para estabilizar dívida pública, aponta estudo
Levantamento analisou 1.297 propostas de seis candidatos à Presidência e avaliou custos, impacto econômico e compatibilidade com as regras orçamentárias
18/09/2026 - 10:24
Um estudo realizado pelo Ranking dos Políticos aponta que os planos de governo dos seis principais candidatos à Presidência da República não seriam suficientes para estabilizar a dívida pública, considerando os cenários e critérios utilizados na análise. Foram avaliadas 1.297 propostas de Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Romeu Zema e Augusto Cury.
Das propostas analisadas, 478 puderam ser submetidas ao teste fiscal. O levantamento considerou o custo das medidas, os efeitos econômicos e a compatibilidade com as restrições orçamentárias em vigor, sem avaliar mérito, constitucionalidade ou possibilidade de aprovação no Congresso. Do total testado, 217 propostas foram consideradas viáveis, 249 parcialmente viáveis e 12 inviáveis.
O estudo também avaliou individualmente os planos. No caso de Ronaldo Caiado, a análise apontou que o documento apresenta clareza metodológica sobre as consequências fiscais das propostas, mas questionou o mecanismo fiscal proposto e a ausência de indicação concreta das despesas que seriam cortadas para financiar as medidas. Sobre Lula, o levantamento observou que diversas propostas ampliam ou preservam despesas públicas, mas destacou que apenas 29% das propostas puderam ser classificadas.
Segundo a análise, a Instituição Fiscal Independente (IFI) estima que seria necessário um superávit primário equivalente a 2,1% do PIB para estabilizar a dívida bruta. Para 2026, a projeção citada é de resultado primário negativo em 0,4% do PIB, o que representaria uma diferença de 2,5 pontos percentuais do PIB, ou aproximadamente R$ 342 bilhões por ano, antes mesmo de considerar novas promessas de gastos feitas durante a campanha.