Maioria do STF dá cinco anos para fim definitivo da extração de amianto em Minaçu
Prazo de transição atende tese do Governo de Goiás e começa a contar a partir da publicação do acórdão
22/09/2026 - 09:04
A maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu prazo de cinco anos para o encerramento definitivo da exploração de amianto crisotila em Minaçu, no norte de Goiás. A decisão foi tomada em julgamento virtual realizado entre os dias 11 e 18 de setembro e atendeu à tese apresentada pelo Governo de Goiás. A medida passa a valer a partir da publicação do acórdão.
O ministro Gilmar Mendes acompanhou o relator, Alexandre de Moraes, quanto à invalidade da norma que permite a atividade, mas defendeu um período maior de transição para que o município possa diversificar sua economia. Segundo Mendes, a economia de Minaçu está ligada à atividade de extração do amianto. Os ministros Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça acompanharam esse entendimento.
Alexandre de Moraes havia proposto um prazo de 24 meses para a transição e foi acompanhado pelo ministro Cristiano Zanin. Os dois, porém, ficaram vencidos na definição do período de cinco anos. A ministra Rosa Weber, atualmente aposentada, havia se posicionado contra a modulação dos efeitos da decisão, sendo acompanhada por Cármen Lúcia e Edson Fachin.
A ação foi apresentada pela Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) contra uma lei estadual de julho de 2019 que permite a produção de amianto para exportação. A legislação foi sancionada após uma decisão do próprio STF, em novembro de 2017, que proibiu qualquer tipo de manuseio da fibra de amianto no Brasil.