Roberta Luchsinger contesta Lula e afirma ter provas sobre relações de Lulinha com o governo
Lobista reagiu às declarações do presidente durante debate eleitoral, negou acusações e disse temer pela própria segurança e pela de suas filhas

19/10/2026 - 11:01

Roberta Luchsinger contesta Lula e afirma ter provas sobre relações de Lulinha com o governo

A empresária e lobista Roberta Luchsinger reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a chamou de “mentirosa” e “corrupta” durante o debate presidencial realizado no domingo (18). Em publicação nas redes sociais, Roberta negou as acusações e afirmou possuir provas sobre as relações que diz ter mantido com integrantes do governo federal e com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.

Roberta declarou que é investigada em três inquéritos da Polícia Federal e afirmou estar colaborando com a Justiça. Segundo ela, não apresentou todas as informações que possui porque está submetida a medidas cautelares nos procedimentos em que é investigada. A lobista também disse que não pretende recuar das declarações e que teme pela própria vida e pela segurança das duas filhas.

As afirmações estão relacionadas a suspeitas investigadas pela Polícia Federal sobre possíveis relações entre interesses privados e integrantes do governo federal. Roberta sustenta que Lulinha mantinha contato com ministros e afirma ter tratado de agendas com integrantes do Executivo, incluindo representantes dos ministérios da Educação e das Comunicações. Ela também manifestou interesse em negociar um acordo de delação premiada.

Em resposta, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que Lula desconhece os fatos relatados pela lobista, nunca manteve interlocução com ela e não recebeu demandas de sua parte. Os ministérios da Educação e das Comunicações também negaram a existência de tratativas com Roberta ou Lulinha fora dos canais institucionais.

As declarações ganharam repercussão durante a campanha presidencial, às vésperas do segundo turno. Integrantes do governo e aliados de Lula questionaram o momento em que as acusações foram divulgadas e levantaram dúvidas sobre possíveis motivações políticas. As alegações, contudo, dependem de apuração pelas autoridades competentes, e não há confirmação de que um acordo de delação premiada tenha sido formalizado.

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