Dívida pública federal sobe 0,97% em setembro e chega a R$ 9,38 trilhões
Juros contribuíram para o aumento do endividamento, que ficou abaixo da previsão do Tesouro Nacional para o período
30/10/2026 - 10:13
A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,97% em setembro e chegou a R$ 9,383 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29). Em agosto, o estoque da dívida estava em R$ 9,293 trilhões. O aumento foi provocado principalmente pela incorporação de juros aos títulos públicos, apesar do baixo volume de emissões no mês. Em maio de 2026, o indicador havia ultrapassado a marca de R$ 9 trilhões. Mesmo com a elevação, o resultado de setembro ficou abaixo das projeções do Plano Anual de Financiamento, que prevê o encerramento do ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
A dívida pública mobiliária interna, formada por títulos emitidos pelo governo no mercado nacional, avançou 1,04%, passando de R$ 8,944 trilhões para R$ 9,037 trilhões. Em setembro, o Tesouro emitiu R$ 189,44 bilhões em títulos e resgatou R$ 185,66 bilhões, resultando em uma emissão líquida de R$ 3,78 bilhões. A apropriação de juros somou R$ 89,29 bilhões e pressionou o endividamento. Com a taxa Selic em 13,75% ao ano, os juros básicos da economia contribuem para o aumento do estoque da dívida. Já a dívida externa caiu 0,82%, passando de R$ 348,26 bilhões em agosto para R$ 345,41 bilhões em setembro.
O colchão da dívida pública, reserva financeira utilizada para enfrentar períodos de turbulência e concentração de vencimentos, aumentou de R$ 1,208 trilhão para R$ 1,273 trilhão. O valor é suficiente para cobrir 7,71 meses de vencimentos, enquanto R$ 1,87 trilhão em títulos federais deverá vencer nos próximos 12 meses. O prazo médio da dívida permaneceu em 4,1 anos. Entre os detentores dos títulos internos, as instituições financeiras concentram 31,33% do estoque, seguidas pelos fundos de investimento, com 22,93%, e pelos fundos de pensão, com 22,41%. A participação de investidores estrangeiros caiu de 9,91% em agosto para 9,58% em setembro.