El Niño de 2026 registra novo recorde histórico de aquecimento no Oceano Pacífico
Fenômeno apresenta intensidade muito forte, com anomalia de 3,56°C na região do Pacífico que influencia o clima da América do Sul. Organização Meteorológica Mundial alerta para possibilidade de um dos maiores episódios já registrados.

04/11/2026 - 09:33

El Niño de 2026 registra novo recorde histórico de aquecimento no Oceano Pacífico

O El Niño de 2026 alcançou mais um marco histórico de aquecimento, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na terça-feira (3). Em outubro, a temperatura da superfície do mar na região conhecida como El Niño 3.4 apresentou uma anomalia positiva de 2,47°C, o maior valor já registrado para esse mês. O resultado caracteriza o fenômeno como muito forte. Já na região El Niño 3, que exerce grande influência sobre o clima da América do Sul, a anomalia mensal chegou a 3,56°C.

Os dados semanais também apontam temperaturas extremas no Oceano Pacífico Equatorial. Na região El Niño 1+2, localizada na costa do Peru e do Equador, a anomalia atingiu 4,6°C na última semana de outubro, igualando o recorde registrado em junho de 1983. Já na região El Niño 3, o aquecimento chegou a 3,7°C, estabelecendo um novo recorde para a série histórica semanal, iniciada em 1981. O índice superou a marca anterior de 3,6°C, registrada em dezembro de 1982.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e provoca alterações na circulação atmosférica, modificando os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil. Em 2026, o fenômeno começou a se configurar em junho e apresentou aquecimento acelerado nos meses seguintes. Conforme a Organização Meteorológica Mundial, existe a possibilidade de o episódio se tornar um dos mais intensos já registrados. O Inmet ressalta, porém, que a dimensão dos impactos depende da intensidade do fenômeno, da época do ano e das condições atmosféricas regionais. Por isso, o monitoramento das próximas semanas será fundamental para avaliar os possíveis efeitos sobre o clima brasileiro.

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