Sandro Mabel anuncia retomada do projeto para transformar GCM em Polícia de Goiânia
Aprovação da PEC da Segurança Pública abre caminho para ampliar as atribuições da Guarda Civil Metropolitana, incluindo policiamento ostensivo e comunitário. Mudança depende do cumprimento de exigências legais.
05/11/2026 - 10:05
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), anunciou a retomada do projeto de transformação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) em Polícia de Goiânia. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais na quarta-feira (4), após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado Federal. Segundo o prefeito, a mudança permitirá ampliar as atribuições da corporação e reforçar a atuação na proteção da população.
A PEC 18/2025 foi aprovada pelos senadores na terça-feira (3), em dois turnos, com 73 votos favoráveis na primeira votação e 75 na segunda. Como o texto aprovado manteve o conteúdo que já havia passado pela Câmara dos Deputados, a proposta segue para promulgação. A mudança constitucional prevê expressamente a possibilidade de criação de polícias municipais como órgãos de segurança pública, com natureza civil e atuação no policiamento ostensivo e comunitário, além de ações de prevenção à violência e atendimento de ocorrências de menor e médio potencial ofensivo.
A iniciativa de Mabel, entretanto, não é recente. Em abril deste ano, viaturas da GCM começaram a circular com adesivos identificando a corporação como polícia municipal, mas a medida foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a retirada da identificação. Na ocasião, o entendimento era de que não havia previsão constitucional para a mudança. Com a aprovação da PEC, o cenário jurídico se altera e permite que a Prefeitura retome a proposta.
Para efetivar a transformação, Goiânia terá de cumprir uma série de exigências legais. Entre elas estão a comprovação de capacidade financeira para manter a estrutura, formação dos agentes conforme parâmetros nacionais, acreditação pelos conselhos estaduais de segurança pública e criação de mecanismos próprios de fiscalização. A futura corporação também ficará sujeita ao controle externo do Ministério Público e deverá contar com corregedoria e ouvidoria autônomas. A mudança não dará à Polícia de Goiânia atribuições de investigação criminal ou de polícia judiciária, que continuarão sob responsabilidade das polícias Civil e Federal.